Instituto Salvata leva experiência ao da Vinci 360 LATAM 2026

Instituto Salvata leva experiência do Nordeste ao da Vinci 360 LATAM 2026 e destaca o papel da ginecologia na expansão da cirurgia robótica

A experiência desenvolvida em Fortaleza pelo Instituto Salvata e por sua equipe ganhou espaço em uma discussão sobre o futuro da cirurgia robótica na América Latina. Nos dias 13 e 14 de agosto de 2026, o Instituto esteve representado por sua presidente, Dra. Kathiane Lustosa, no da Vinci 360 LATAM 2026, realizado em São Paulo, integrando o painel “A ginecologia como oportunidade de crescimento dos programas robóticos”.

Promovido pela Strattner, em colaboração com a Intuitive Surgical, o encontro reuniu mais de 200 líderes, cirurgiões, gestores e especialistas do Brasil, Argentina e Chile para discutir os caminhos de expansão, sustentabilidade e desenvolvimento da cirurgia robótica na região.

A programação foi estruturada em diferentes painéis voltados à troca de experiências, ao compartilhamento de dados e à discussão de estratégias capazes de impulsionar o desenvolvimento dos programas robóticos no Brasil e na América Latina.

Procedimentos robóticos: Da participação discreta à especialidade estratégica no Nordeste

Um dos principais pontos apresentados no painel foi a transformação da participação da ginecologia no cenário robótico de Fortaleza, experiência acompanhada e desenvolvida pela equipe da Dra. Kathiane.

Entre 2015 e 2023, a especialidade representava menos de 2% dos procedimentos robóticos realizados no contexto apresentado. A partir de 2023, com o envolvimento da equipe liderada pela Dra. Kathiane, iniciou-se um movimento estruturado de desenvolvimento da ginecologia robótica, marcado pela ampliação progressiva do volume cirúrgico, pela diversificação dos procedimentos e pela formação de novos profissionais.

O crescimento da atividade ginecológica teve reflexos que ultrapassaram os limites da própria especialidade. Com o aumento da utilização das plataformas robóticas, os programas dos hospitais parceiros também foram fortalecidos, estimulando a participação e o interesse de outras áreas cirúrgicas.

Nesse processo, a ginecologia passou de uma participação ainda discreta para uma posição estratégica dentro do desenvolvimento do ecossistema robótico local.

“Uma especialidade de alto volume não apenas utiliza uma plataforma. Ela pode ajudar a construir todo o programa robótico.”— Dra. Kathiane Lustosa, presidente do Instituto Salvata

Levar essa experiência para um encontro com representantes do Brasil, Argentina e Chile amplia a discussão sobre o desenvolvimento de programas robóticos sustentáveis e mostra como experiências construídas fora dos grandes centros também podem contribuir para esse debate.

“O futuro da cirurgia robótica brasileira também está sendo construído no Nordeste.”— Dra. Kathiane Lustosa, presidente do Instituto Salvata

A mensagem é especialmente relevante em um cenário de expansão da cirurgia robótica, no qual a descentralização pode contribuir para aproximar tecnologias avançadas de diferentes regiões e populações.

Tecnologia precisa de pessoas, volume e formação

A implantação de uma plataforma robótica é apenas uma das etapas necessárias para consolidar um programa. A experiência de Fortaleza evidencia a importância de combinar formação médica, mentoria, acesso à tecnologia, seleção adequada de casos, progressão de complexidade, equipes hospitalares treinadas e volume cirúrgico recorrente.

Nesse ecossistema, a educação médica ocupa uma posição central. O desenvolvimento da experiência cirúrgica precisa caminhar junto com a formação de novos profissionais, criando condições para que o conhecimento seja multiplicado e para ampliar a formação de cirurgiões preparados para atuar com tecnologias minimamente invasivas avançadas.

Essa perspectiva também está presente na atuação do Instituto Salvata, que integra experiência cirúrgica, ensino e formação profissional como parte de sua proposta de desenvolvimento da cirurgia minimamente invasiva e robótica. A experiência acumulada no centro cirúrgico passa, assim, a cumprir uma função maior: além de contribuir para a assistência, pode ser estruturada em conhecimento, formação de equipes, desenvolvimento de programas e ampliação do acesso à cirurgia robótica.

Vinci 5: O futuro da cirurgia robótica

Outro destaque do da Vinci 360 LATAM 2026 foi o lançamento oficial da nova plataforma da Vinci 5, que apresentou aos participantes avanços tecnológicos voltados à prática cirúrgica.

A nova geração da plataforma incorpora recursos de ergonomia, visualização 3D em alta definição, instrumentos articulados com maior grau de liberdade e integração com soluções de teleproctoria, como o Intuitive Hub, já utilizado no Brasil por meio da Strattner.

Demonstrações ao vivo permitiram aos participantes conhecer funcionalidades e aplicações clínicas reais, aproximando a inovação tecnológica da rotina dos centros cirúrgicos.

Além de apresentar uma nova plataforma, o encontro colocou em discussão o próprio ecossistema necessário para que essas tecnologias possam ser incorporadas de maneira consistente à prática hospitalar.

A experiência apresentada no encontro dialoga diretamente com essa perspectiva: tecnologia, por si só, não constrói um programa robótico. É a combinação entre tecnologia, pessoas, formação, volume e estratégia que permite transformar uma plataforma em um programa sustentável.

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